domingo, janeiro 27, 2008

[,][.][;]


Achei que o ponto seria a nova casa.
Vírgula,
Pensei que no teu novo amor, sossegaria.
Vírgula,
Certa então, que a conversa franca resolveria.
Vírgula,
Que a tua distância bastaria.
Vírgula,
Foi quando percebi que não adiantaria,
você em mim ficaria,
como marca daquele dia,
que o sim uniria.
Vírgula,
E mesmo com a nova vida que viria,
eu não conseguiria,
achar a medida, do ponto, na vírgula.

domingo, janeiro 20, 2008

Eu dou. Você tira.
Eu pago. Você desafia.
Eu cheiro. Você arrepia.
Eu morro. Você...
Alegria!

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Não tenho tempo para você.
Para as suas lamentações medíocres.
É sempre a mesma coisa, o mesmo discurso.
Estar ocupada não quer dizer não ter tempo.
Você lamenta demais.
Além de pensar demais.
Digo que não serve para nada.
Enquanto você perde tempo reclamando poderia estar fazendo coisas muito mais produtivas.
Poderia olhar para mim com mais cura.
Essa merda de tempo!
Achas mesmo que eu acredito nesta mentira?
Achas que sou tão estúpido assim?
Qualquer dia tua surpresa será grande.
Não terás tempo de respirar.
Vai ser rápido, mas não indolor.
As tuas brincadeiras, a tua ignorância.
Isto tudo tem um preço, sabias?
Enquanto finges não ver, eu vou ficando de lado.
Arrasado, esmagado, dolorido, inchado...
Não vês que sou teu?
Não vês que deverias me amar?
A verdade é que me consideras imortal.
Achas que eu nunca irei embora.
Escuta! Eu sou de carne e osso!
Um dia eu irei embora.
Não posso suportar isso por muito tempo.
Olha para mim.
Ama-me!
Por favor...

terça-feira, janeiro 08, 2008

Andanças

Este final de ano foi repleto de novas experiências, novos horizontes, proporcionados pelas tantas viagens que fiz. O Natal foi em Santiago de Compostela, lugar de uma energia ímpar, com suas ruas estreitas e suas construções do século XIII. Fui com minha mãe, era seu sonho poder conhecer Santiago. Fiz essa viagem um ano atrás, quando fui passar a virada do ano 2006/2007 nesta cidade. Na altura ela estava na Itália e lembro-me bem de ter comentado: "ainda te trago aqui". Incrível!
Para mim, este ano o reveilon não foi na Espanha, mas na Holanda. Um meu grande sonho! Direi que 2007 foi encerrado com chave-de-ouro. Realizando sonhos, viajando, conhecendo novas culturas e pessoas. A melhor parte foi poder partilhar com quem amamos.
Algumas fotos estão no flick (barra da direita ou se preferir clique aqui).
Viaje comigo nas minhas andanças!

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Angústia

angústia
[Do lat. angustia.]
Substantivo feminino.

1.
Estreiteza, limite de espaço ou de tempo.
2.
Ansiedade ou aflição intensa; ânsia, agonia.
3.
P. ext. Sofrimento, tribulação:
A triste revelação acarretou o agravamento de suas angústias.

4.
Hist. Filos. Segundo Kierkegaard (v. kierkegaardiano), determinação que revela a condição espiritual do homem, caso se manifeste psicologicamente de maneira ambígua e o desperte para a possibilidade de ser livre.
5.
Hist. Filos. Segundo Heidegger (v. heideggeriano), disposição afetiva pela qual se revela ao homem o nada absoluto sobre o qual se configura a existência (q. v.). [Cf. angustia, do v. angustiar.]



Cenas de aeroporto são sempre ricas em adrenalina. Partidas ou chegadas são sempre experiências memoráveis que marcam profundamente o viajante, ocasional ou não. Mas acho que o sentimento de angústia é o que mais se sobressai sobre os demais. Se deixamos alguém para trás, é a angústia do adeus ou do quando nos encontraremos novamente. Se somos deixados ali, a angústia se faz presente nos passos de retorno ao quotidiano preenchido pelo vazio daquele(a) que acabou de partir. Se recebemos alguém, a angústia é das portas automáticas que raramente nos mostram quem queremos ver, quando queremos! Mas para quem chega, bem, para quem chega é ainda mais sufocante este sentimento. Nos acompanha por todo o percurso. Da nossa partida, no check-in que demora, no detector de metais onde deixamos praticamente as calças (thanks Osama!), nas filas, atrasos, poltronas estreitas (sou classe média)... da decolagem...da aterrissagem!
Mas para quem viaja com uma certa frequência (ou não), é impossível não sentir maior angústia na espera maldita pela bagagem. Aquela esteira que não começa a rolar, e você ali sem saber se sua mala estará inteira, se estará... se será a primeira, ou a última, a chegar. Sim, acho que este é o momento de maior aflição, angústia, chamem como quiserem. E se você está com pressa então? Lei de Murphy com certeza! Enfim, depois que ela chega, a mala entendo, tudo ainda pode acontecer. Alfândega, controles, blá, blá, blá... e finalmente... os braços de quem amamos, admiramos, queremos bem. Ou ainda um cartazinho simpático com o nosso nome!
Aos poucos, ela vai se dissolvendo e transformando-se em uma pedaço de passado que só vale a pena tirar da bagagem quando a viagem termina.

Bom 2008 aos que me fizeram companhia nesta viagem internética. Que as vossas vidas possam ter um pouco de angústia de vez em quando para que não esqueçamos o sabor da serenidade!

terça-feira, janeiro 01, 2008

Moscas


Este blog está a mofar!!! Ninguém escreve, ninguém vê, ninguém deixa recado!
Meu Deus... que 2008 isso aqui possa bombar!
Estou postando da Holanda e desejo ao mundo inteiro muita paz, amor, saúde e dinheiro!
Obrigada pela companhia

sábado, dezembro 15, 2007

Escrita + que C R I A T I V A!!!



by Paula Mendes, Nuno Passos, Luís Loureiro, Manuel Neto, Isabel Reis, Maíra Ribeiro, Rui Rodrigues, Carla Cerqueira e Fernando Giestas.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Algumas lições-frases de hoje...


O quê damos ou invisível? Nada! "Queria tanto... Tem que dar certo..."
Rezar é acreditar neste invisível e ser verdadeiro com ele.
Menos representação e mais teatro!
Quando as pessoas vêm para o teatro para fazer mentira fica tudo mais difícil.
Teatro não é representar, é buscar a verdade do corpo.
Nosso corpo fala, a gente é que não sabe ouvir.
O que interessa é não ter sentido nenhum.
Queira levantar, coloque toda a sua energia em levantar, porém, para não levantar!
Não pense! Não pense! Não pense! Reaje!!!
O teu corpo quer fazer alguma coisa... deixe!!!
Respire! Respire! Respire!

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Ontem à noite


Ainda ontem procurei aquele toque.
Embaixo das cobertas quentes,
procurei saber se ainda estavas,
com a ajuda das almofadas.
Então respirei fundo,
tentando entrar em outro mundo.
Deslizando no algodão
do colchão,
até tocar o fundo do estrado,
ou seria da estrada,
pois lá não estavas.
Voltei ao travesseiro,
esperando um conselho,
para adormecer sem receio.
Foi quando percebi que o que tinha,
era a tua fotografia, ao lado, sozinha,
a me fazer companhia.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

coração (en)fartado



eles brincam lá fora
enquanto em mim, a mente viaja
turbilhão de sentimentos
angústia no peito

meu ontem é passado distante
e meu coração de tão cheio, (en)fartou-se

não sei, eles sabem
talvez desconheçam
que na minha mente há muitas de mim
onde cada uma delas têm personalidade

fico dividida
una-multiplicada
cheia de vontades,
angústias e saudades

repleta desta verdade cansada
que eles não vêem
porque, para eles, a vida é um jardim
cheio de capim e flores de jasmim