é no sono que me escondo desta mente que não sabe o caminho. é na cama que encontro o parar da corrente dos pensamentos onde nunca ganho. estradas escuras, coração aflito, futuro sem a menor idéia do que está por vir. todos passam por isso, todos sofrem desta incerteza, desta angústia. a minha não é exclusiva, eu sei. mas o que sinto ocupa meu ser, meu modo de viver, minha relação com o outro. o pessimismo e a tristeza que trago comigo são intransponíveis. choro, me desespero, busco ajuda. a voz dentro de mim não quer calar, ela toma partido. e a cada dia é uma luta constante para não deixar a mente que em mim faz tudo escuro tome conta do que em mim quer viver e lutar. às vezes falta a força, mas na maioria delas a vontade. busco uma perfeição utópica, pretendo sempre demais. meu eterno estado de insatisfação que pesa ainda mais o conflito que trago dentro. tenho saúde, tenho amigos, tenho um homem compreensivo e amável ao meu lado, tenho uma família aos pedaços, porém, sempre família. o que mais estou buscando? porque sinto sempre este vazio? morrer não é a solução. viver, porém, parece não ser assim tão encantador. para onde estou caminhando? aonde quero chegar com tudo isso?
Reflexões de uma jornalista em upgrade perdida em terras romano-portuguesas (e bacalhoeiras!)
sábado, agosto 25, 2007
sexta à tarde
é no sono que me escondo desta mente que não sabe o caminho. é na cama que encontro o parar da corrente dos pensamentos onde nunca ganho. estradas escuras, coração aflito, futuro sem a menor idéia do que está por vir. todos passam por isso, todos sofrem desta incerteza, desta angústia. a minha não é exclusiva, eu sei. mas o que sinto ocupa meu ser, meu modo de viver, minha relação com o outro. o pessimismo e a tristeza que trago comigo são intransponíveis. choro, me desespero, busco ajuda. a voz dentro de mim não quer calar, ela toma partido. e a cada dia é uma luta constante para não deixar a mente que em mim faz tudo escuro tome conta do que em mim quer viver e lutar. às vezes falta a força, mas na maioria delas a vontade. busco uma perfeição utópica, pretendo sempre demais. meu eterno estado de insatisfação que pesa ainda mais o conflito que trago dentro. tenho saúde, tenho amigos, tenho um homem compreensivo e amável ao meu lado, tenho uma família aos pedaços, porém, sempre família. o que mais estou buscando? porque sinto sempre este vazio? morrer não é a solução. viver, porém, parece não ser assim tão encantador. para onde estou caminhando? aonde quero chegar com tudo isso?
sexta-feira, agosto 17, 2007
te/me
sei lì dove non ti guardo
sei nel profondo dell’anima
un cuore che batte pieno di me
ed io che mi lascio piena di te
negli accordi
nella sveglia
nel mattino buio o di sera
nell'arrivo
o partenza
quella che sono, in parte, in mensa
a te sazio, a te sasso
nuda di pelle, nuda di vuoti
nuda per te, in me
e così piena di se
lei addormentata
fai piano o scappa
ama questa che non pensa
questa che è immensa
piena di te, in me
sexta-feira, agosto 10, 2007
A vida imita a arte!
terça-feira, julho 31, 2007
segunda-feira, julho 30, 2007
homenagem II
mais do que a palavra
amizade
rara escolha de almas
intenso e verdadeiro
assim como um vento
noturno
absoluto, lento
luzes que iluminam dias cinzas
uma, duas, três, quatro... da madrugada
criaturas, mullheres
inesquecíveis na minha mente
antes tão presentes
no meu dia-a-dia, hoje, porém
ausentes, geograficamente
instantes mágicos
sorrisos, crepes e lágrimas
massas, tequila e gargalhadas
esses nossos encontros
na minha ou nas vossas casas
iamos juntas ou separadas
ainda se uma faltava
mas o que ficou comigo
ainda que em
imagens virtuais
restarão bem guardadas
a espera de uma mesma estrada
amizade
rara escolha de almas
intenso e verdadeiro
assim como um vento
noturno
absoluto, lento
luzes que iluminam dias cinzas
uma, duas, três, quatro... da madrugada
criaturas, mullheres
inesquecíveis na minha mente
antes tão presentes
no meu dia-a-dia, hoje, porém
ausentes, geograficamente
instantes mágicos
sorrisos, crepes e lágrimas
massas, tequila e gargalhadas
esses nossos encontros
na minha ou nas vossas casas
iamos juntas ou separadas
ainda se uma faltava
mas o que ficou comigo
ainda que em
imagens virtuais
restarão bem guardadas
a espera de uma mesma estrada
terça-feira, julho 24, 2007
Homenagem
Gostaria de agradecer minhas amigas Luciana, Ismênia e Mariana por sempre comentarem aqui no blog. Poucos e com qualidade, isto é que importa.
Ontem estava muito triste. Pensei: "poxa, será que o que escrevo é assim tão mal que as pessoas passam e nem dizem nada".
Depois parei e reparei que para muitos, a vida perdeu a poesia.
São coisas que as pessoas não ligam mais, não tem tempo para isto.
Fico feliz em ter tempo para escrever em modo mais poético.
Sou uma pessoa muito estressada, dramática, preocupada, pessimista. A minha válvula de escape é isto aqui. Preciso escrever o que escrevo aqui para aliviar as pressões.
Estranho, alguns diriam, como uma pessoa que se dedica tanto às poesias pode ser assim tão "down".
Saibam que isto aqui é um grande remédio para a alma.
Obrigada a quem passa e perde aqueles minutinhos para ler e comentar.
Faz bem ao coração quando estamos longe.
Beijo ;)
Ontem estava muito triste. Pensei: "poxa, será que o que escrevo é assim tão mal que as pessoas passam e nem dizem nada".
Depois parei e reparei que para muitos, a vida perdeu a poesia.
São coisas que as pessoas não ligam mais, não tem tempo para isto.
Fico feliz em ter tempo para escrever em modo mais poético.
Sou uma pessoa muito estressada, dramática, preocupada, pessimista. A minha válvula de escape é isto aqui. Preciso escrever o que escrevo aqui para aliviar as pressões.
Estranho, alguns diriam, como uma pessoa que se dedica tanto às poesias pode ser assim tão "down".
Saibam que isto aqui é um grande remédio para a alma.
Obrigada a quem passa e perde aqueles minutinhos para ler e comentar.
Faz bem ao coração quando estamos longe.
Beijo ;)
segunda-feira, julho 23, 2007
fim
Me escondo atrás delas
E consigo dizer o que minto
Com elas acho um recinto
Sem cobranças, sem atrito
E vou deitando máscaras
Em cada linha que sinto
Vivendo das migalhas
Dentro de um labirinto
Busco nelas saída
Arrependida e perdida
Nelas tenho alívio
Sou livre, admito
Mas a obra não fica completa
Pois sei que na espera
Não lês com olhar antigo
Ou se estas palavras navegam
Nos portos tanto distintos
Mas se vês o que minha alma esconde
Não tenhas medo do onde
Pergunta que eu não finjo
Se percebes onde elas dobram
Se enxergas onde moram
Responde o meu grito
Perdoa no íntimo
Ama o que é extinto
domingo, julho 22, 2007
cores
era cinza quem vi chorar
vulto de alma sozinha
de um coração a parar
das desilusões que mantinha
acorda homem em neblina
que envolve e desatina
levanta e olha para cima
para a vida que existe ainda
busca no verde dos meus
o que em nuvens desapareceu
vê o que em mim nasceu
para doar colorido aos teus
vulto de alma sozinha
de um coração a parar
das desilusões que mantinha
acorda homem em neblina
que envolve e desatina
levanta e olha para cima
para a vida que existe ainda
busca no verde dos meus
o que em nuvens desapareceu
vê o que em mim nasceu
para doar colorido aos teus
sexta-feira, julho 20, 2007
amizade
basta um olhar
não precisa falar
eu penso em gritar
e você chega devagar
outro dia no bar
tentei me lembrar
do primeiro olhar
do tentar conversar
foi como um despertar
com o salgado do mar
sob um céu tão solar
sobre a areia milenar
a vida a acordar
a solidão a acabar
o passado a apagar
e o futuro a planejar
e quando vou me conectar
já te encontro no ar
tentando me ajudar
para a saudade passar
não precisa falar
eu penso em gritar
e você chega devagar
outro dia no bar
tentei me lembrar
do primeiro olhar
do tentar conversar
foi como um despertar
com o salgado do mar
sob um céu tão solar
sobre a areia milenar
a vida a acordar
a solidão a acabar
o passado a apagar
e o futuro a planejar
e quando vou me conectar
já te encontro no ar
tentando me ajudar
para a saudade passar
quinta-feira, julho 19, 2007
Gosto de escrever
gosto de escrever assim
desenhando pedaços de mim
sem olhar para o fim
sem perguntar porque vim
gosto de escrever porém
para entender além
para encontrar alguém
para desabafar também
gosto de escrever da vida
de chegada e de partida
de quando arrependida
e não vejo saída
gosto de escrever solta
sem grades e sem roupa
quase como uma louca
a procura de outra
desenhando pedaços de mim
sem olhar para o fim
sem perguntar porque vim
gosto de escrever porém
para entender além
para encontrar alguém
para desabafar também
gosto de escrever da vida
de chegada e de partida
de quando arrependida
e não vejo saída
gosto de escrever solta
sem grades e sem roupa
quase como uma louca
a procura de outra
quarta-feira, julho 18, 2007
ida
saudade sentida
cabeça perdida
perna adormecida
pupila ardida
unha mordida
bunda caída
alma moída
criação falida
balança partida
emoção esquecida
cabeça perdida
perna adormecida
pupila ardida
unha mordida
bunda caída
alma moída
criação falida
balança partida
emoção esquecida
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